Festival de Parintins
Escrito por Eduardo Gomes (foto)
Jun 28
Parintins (AM) ─ O Boi Bumbá Caprichoso manteve o mesmo equilíbrio em sua última apresentação neste 45º. Festival Folclórico de Parintins. O bumbá fechou sua participação neste domingo com o subtema “Melodia Natural “Um canto de Amor à vida” uma variante do
tema “Canto da Floresta”. Sua apresentação esteve próxima ao de sábado, quando foi o melhor da noite.
O Caprichoso abriu a terceira e última noite de disputa trazendo outra novidade: um morador de Parintins que imitou o Uirapuru, uma ave canora com um dos mais belos cantos na floresta amazônica.
Mais uma vez o bumbá do bairro de Palmares fez uma apresentação técnica. Alegorias e fantasias bem acabadas dentro do tema proposto são a marca do boi azul e branco. Nas arquibancadas a galera azul e branca foi perfeita respondendo a todas as orientações do apresentador Júnior Paulain.
O levantador David Assayag mesmo acometido de forte virose ─ à tarde chegou a se cogitar sua substituição ─ teve um desempenho dentro da expectativa, embora a voz estivesse prejudicada por conta da gripe.
Mesmo assim além de “segurar” na garganta a parte musical, David interpretou a toada “Minha selva de cantos selvagens” do compositor César Morais. A toada concorreu na noite ao item letra e música.
Mais uma vez as tribos foi o destaque do Caprichoso, quer em suas fantasias, quer nas coreografias com um sincronismo de movimentos e posicionamento de seus integrantes na arena.
No bloco artístico a apresentação de figura típica regional uma evocação aos peregrinos da Amazônia, exaltando a fé dos caboclos amazônicos em romaria fluvial. A simplicidade da alegoria serviu para as apresentações da porta-estandarte Karine Medeiros, da sinhazinha da fazenda Thainá Valente, a rainha do folclore Brenna Dianná e a evolução do boi Caprichoso.
No ritual indígena “Xamanismo Kaxinawá”, a alegoria do artista Teco Mendes, filho do “mestre” Jair Mendes impressionou com uma riqueza de detalhes ao criar um jardim de plantas carnívoras com movimentos bastante reais.
Em sua apresentação por pouco o Caprichoso extrapolou o tempo, na apresentação do último quadro lenda amazônica servindo de elemento introdutório da cunhã-poranga Maria Azêdo.
A alegoria assinada pelo artista Juarez Lima somente ficou pronta quando faltavam 14 minutos para o término do tempo oficial. Isso obrigou a cunhã-poranga a fazer evoluções de período mais curto para os jurados.
Última atualização em Ter, 29 de Junho de 2010 19:47
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