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Festival de Parintins Caprichoso quase extrapolou o tempo

Festival de Parintins

caprichoso109Parintins (AM) ─ O Boi Bumbá Caprichoso manteve o mesmo equilíbrio em sua última apresentação neste 45º. Festival Folclórico de Parintins. O bumbá fechou sua participação neste domingo com o subtema “Melodia Natural “Um canto de Amor à vida” uma variante do tema “Canto da Floresta”. Sua apresentação esteve próxima ao de sábado, quando foi o melhor da noite.
O Caprichoso abriu a terceira e última noite de disputa trazendo outra novidade: um morador de Parintins que imitou o Uirapuru, uma ave canora com um dos mais belos cantos na floresta amazônica.
Mais uma vez o bumbá do bairro de Palmares fez uma apresentação técnica. Alegorias e fantasias bem acabadas dentro do tema proposto são a marca do boi azul e branco. Nas arquibancadas a galera azul e branca foi perfeita respondendo a todas as orientações do apresentador Júnior Paulain.
Marquinhos Azevedo leva o Boi até à cabine dos jurados para saudá-losO levantador David Assayag mesmo acometido de forte virose ─ à tarde chegou a se cogitar sua substituição ─ teve um desempenho dentro da expectativa, embora a voz estivesse prejudicada por conta da gripe.
Mesmo assim além de “segurar” na garganta a parte musical, David interpretou a toada “Minha selva de cantos selvagens” do compositor César Morais. A toada concorreu na noite ao item letra e música.
Mais uma vez as tribos foi o destaque do Caprichoso, quer em suas fantasias, quer nas coreografias com um sincronismo de movimentos e posicionamento de seus integrantes na arena.
No bloco artístico a apresentação de figura típica regional uma evocação aos peregrinos da Amazônia, exaltando a fé dos caboclos amazônicos em romaria fluvial. A simplicidade da alegoria serviu para as apresentações da porta-estandarte Karine Medeiros, da sinhazinha da fazenda Thainá Valente, a rainha do folclore Brenna Dianná e a evolução do boi Caprichoso.
No ritual indígena “Xamanismo Kaxinawá”, a alegoria do artista Teco Mendes, filho do “mestre” Jair Mendes impressionou com uma riqueza de detalhes ao criar um jardim de plantas carnívoras com movimentos bastante reais.
Alegoria referente a figura típica regional que reverenciou o caboclo romeiro da AmazôniaEm sua apresentação por pouco o Caprichoso extrapolou o tempo, na apresentação do último quadro lenda amazônica servindo de elemento introdutório da cunhã-poranga Maria Azêdo.
A alegoria assinada pelo artista Juarez Lima somente ficou pronta quando faltavam 14 minutos para o término do tempo oficial. Isso obrigou a cunhã-poranga a fazer evoluções de período mais curto para os jurados.
Última atualização em Ter, 29 de Junho de 2010 19:47

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